
(1894-1936): político do Partido Comunista da Alemanha (KPD) e antifascista. Em 1911, tornou-se membro do Partido Trabalhista Belga e, em apenas dois anos, tornou-se secretário do Socialist Worker Youth [Juventude Socialista dos Trabalhadores] em Bruxelas. Em 1914, ele participou do Congresso do Partido Trabalhista Belga. Na Primeira Guerra Mundial, ele se ofereceu como voluntário para servir na Renânia e, no final de 1918, acabou prisioneiro dos franceses. Depois de voltar para a Alemanha, se juntou à Juventude Trabalhista Socialista e ao Partido Social Democrata da Alemanha (SPD). Em 1922, tornou-se membro da Aliança dos Trabalhadores da Construção Civil e, mais tarde, também da Aliança dos Trabalhadores do Transporte. No início da década de 1920, André entrou em forte conflito com as políticas do SPD e deixou o SPD. Em 1923, ingressou no Kommunistische Partei Deutschlands, KPD (Partido Comunista da Alemanha). Tornou-se amigo de Ernst Thälmann. De 1926 a 1930, foi membro da Liderança Distrital de Wasserkante do KPD. De 1924 a 1929, participou da fundação da Roter Frontkämpferbund, RFB (Aliança dos Lutadores da Frente Vermelha) tornando-se presidente do distrito de Wasserkante. Entre 1931 e 1932, atuou na União Internacional de Marinheiros e Trabalhadores Portuários como instrutor e propagandista. Participou da organização do congresso da Antifaschistische Aktion ("Ação Antifascista") em 26 de junho de 1932 em Hamburgo, com uma assembleia de 1.719 delegados, 270 dos quais eram social-democratas. A Antifaschistische Aktion fez um apelo aos membros do SPD, da Sozialistischer Jugend-Verband Deutschlands ("Liga da Juventude Socialista") e da Reichsbanner Schwarz-Rot-Gold ("Bandeira Preta, Vermelha e Dourada do Reich") para que todos os trabalhadores se unissem à Frente Unida dos Trabalhadores. Com a subida de Hitler ao poder, foi preso em 5 de março de 1933. Decorrente das torturas que foi submetido, perdeu a audição e ficou deficiente tendo que usar muletas para poder andar. Em 1936, foi julgado sob a acusação de assassinato e crimes contra a ordem pública e condenado à pena de morte. Apesar dos protestos internacionais, foi decapitado em 4 de novembro de 1936. Horas depois, os 5.000 presos da prisão de Fuhlsbüttel entraram em "greve" em protesto contra a sua execução. Um pouco antes da sua morte, na Guerra Civil Espanhola, foi formado o primeiro batalhão das Brigadas Internacionais com o nome de "Edgar André".