Organização dos operários dos E.U.A., fundada em 1905. Extremamente ativista, quer na luta contra os patrões quer contra a polícia, e mais tarde na luta contra a guerra, sofreu uma repressão feroz, mais especialmente depois de 1917 e da entrada do país na guerra. Entre
seus dirigentes e membros de base estavam difundidas as opiniões
anarco-sindicalistas, que se traduziam na renúncia à luta política,
na negação da necessidade de participar dos parlamentos
burgueses, etc. Em 1914/1918, os "Operários Industriais do
Mundo" lutaram ativamente contra a guerra imperialista, razão
pela qual foram cruelmente perseguidos. A organização chegou a
ter naquele período mais de 100.000 filiados. Ao observar que
"estamos diante de um movimento profundamente proletário e
de massas", Lênin criticava a linha política errada dos
dirigentes dos "Operários Industriais do Mundo", que caíam
no sectarismo "de esquerda", negando-se a atuar entre as
massas que aderiam aos sindicatos reacionários e pronunciando-se
contra a participação nos parlamentos burgueses. Posteriormente,
a associação "Operários Industriais do Mundo", da
qual se separaram os elementos autenticamente revolucionários,
transformou-se numa organização sectária pouco numerosa, sem
nenhuma influencia entre as massas operárias, deixando de contar como força social a partir dos anos 1920.
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